Trinta jogos e apenas duas derrotas no Campeonato Brasileiro. O
percentual de 6,6% de partidas perdidas praticamente não encontra um
concorrente à altura na galeria dos campeões nacionais de 1971 a 2011.
Apenas um time supera esse número: o Inter, campeão invicto em 1979. O
time de Falcão & cia ergueu a taça após 23 partidas, com 16 vitórias
e sete empates.
Curiosamente, o Fluminense de 2012 pode desbancar o Fluminense de 1984,
que tem a terceira menor porcentagem de derrotas entre os campeões:
7,7% (duas em 26 jogos). O segundo melhor é o Palmeiras de Ademir da
Guia, que em 1973 perdeu três dos 40 jogos, ou 7,5%. Em apenas outras
quatro edições o percentual de derrotas foi igual a 10% ou menos: o
Palmeiras de 1993 (9,1%), o Inter de 1975 (10%) e o Flamengo de 1980
(9,1%) e 1982 (8,7%). Só o Vasco de 1989 e o São Paulo de 2006, com
10,5%, se aproximaram deste patamar.
- Nunca vivi nada parecido com isso. É a primeira vez. Foram apenas duas derrotas em um campeonato em que todos falam da excelente campanha do Fluminense. Mas foram dois resultados negativos com os quais aprendemos muito e que ainda doem. Ficamos tristes pela derrota para o lanterna (Atlético-GO) em casa e para o Grêmio no Sul, um jogo que não merecíamos perder. Tiramos lições de ambas, conversamos, e o Abel nos passou o que precisávamos melhorar. Essas duas cicatrizes ficaram, e espero que sejam as únicas que permaneçam - disse o apoiador Wagner.
As derrotas do Fluminense no Brasileiro foram na 12ª rodada (para o
Grêmio, no Olímpico) e na 25ª (para o Atlético-GO, em Volta Redonda). Na
temporada inteira, foram nove derrotas, incluindo cinco no Campeonato
Carioca e duas na Taça Libertadores.
Na outra ponta desse ranking dos campeões, está o Coritiba de 1985: perdeu dez dos 29 jogos, ou 34,4%. Também têm um percentual alto o Grêmio de 1981 (30,4%) e 1996 (31%) e o Santos de 2002 (29%), desempenhos inimagináveis na era dos pontos corridos. Desde 2003, os campeões menos eficientes foram o Flamengo de 2009 e o Corinthians de 2011, ambos com nove derrotas em 38 jogos (23,6%).
A história também registra times que não foram campeões, mas terminaram o Brasileiro com percentual baixo de derrotas. São os casos em 1977 dos invictos Atlético-MG (segundo colocado) e Botafogo (quinto). Ou do Inter de 1972, que perdeu duas das 29 partidas (6,9%) e caiu na semifinal.
| CAMPEÕES COM MENOS DERROTAS | |
|---|---|
| Inter de 1979 | 0 derrota em 23 jogos (0%) |
| Palmeiras de 1973 | 3 derrotas em 40 jogos (7,5%) |
| Fluminense de 1984 | 2 derrotas em 26 jogos (7,7%) |
| Flamengo de 1982 | 2 derrotas em 23 jogos (8,7%) |
| Palmeiras de 1993 | 2 derrotas em 22 jogos (9,1%) |
| Inter de 1975 | 3 derrotas em 30 jogos (10%) |
| Vasco de 1989 | 2 derrotas em 19 jogos (10,5%) |
| São Paulo de 2006 | 4 derrotas em 38 jogos (10,5%) |
| São Paulo de 1986 | 4 derrotas em 37 jogos (10,8%) |
| Guarani de 1978 | 4 derrotas em 32 jogos (12,5%) |
- Nunca vivi nada parecido com isso. É a primeira vez. Foram apenas duas derrotas em um campeonato em que todos falam da excelente campanha do Fluminense. Mas foram dois resultados negativos com os quais aprendemos muito e que ainda doem. Ficamos tristes pela derrota para o lanterna (Atlético-GO) em casa e para o Grêmio no Sul, um jogo que não merecíamos perder. Tiramos lições de ambas, conversamos, e o Abel nos passou o que precisávamos melhorar. Essas duas cicatrizes ficaram, e espero que sejam as únicas que permaneçam - disse o apoiador Wagner.
Na outra ponta desse ranking dos campeões, está o Coritiba de 1985: perdeu dez dos 29 jogos, ou 34,4%. Também têm um percentual alto o Grêmio de 1981 (30,4%) e 1996 (31%) e o Santos de 2002 (29%), desempenhos inimagináveis na era dos pontos corridos. Desde 2003, os campeões menos eficientes foram o Flamengo de 2009 e o Corinthians de 2011, ambos com nove derrotas em 38 jogos (23,6%).
A história também registra times que não foram campeões, mas terminaram o Brasileiro com percentual baixo de derrotas. São os casos em 1977 dos invictos Atlético-MG (segundo colocado) e Botafogo (quinto). Ou do Inter de 1972, que perdeu duas das 29 partidas (6,9%) e caiu na semifinal.
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